sexta-feira, 26 de julho de 2013

Eu jurava que dessa vez seria diferente, mas a diferença estava na mentira.
Era lá que ficava minha história agradável e sadia, a partir do momento que tivemos que voltar para o mundo real, a realidade nos engoliu.
Engoliu-nos e com ela levou o amor que eu acreditei, engraçado que nós acreditamos no amor de mentira, será que ele também acreditou?
A vida me ensinou a ser dura, e ele veio e me mostrou que dançar é bom e eu acreditei.
Acreditei no brilho dos olhos e na falta de jeito.
Mas a falta de jeito era minha que já desaprendi a sonhar há muito tempo e me vi tirando os pés do chão, mas, estes mesmos pés descuidados me avisaram que algo não andava bem, já que eles sempre acabavam votando a terra e tocando a verdade.
Agora, o que fazer com um amor em ruínas???

Um amor que ainda acredito existir, mas meus pés insistem em me dizer o contrário.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Acordar de manha, tomar aquele banho com o “Igor” e sair revigorada de casa após uma ótima noite de sono apenas interrompida pela queda de um quadro que faz com que a morte por ataque cardíaco ronde seus lindos sonhos.
Colocar o pé na rua e sente o "bafo do demônio" e pensa (ainda) de bom humor: ainda bem que não sou mais estagiária, não terei que ir de trêm para Barueri e Osasco.
Tudo lindo até que a linha amarela se aproxima, com aqueles funcionários limitando o transito de pessoas e as pessoas se tornando animais irracionais disputando cada cm de esteira que, na cabeça deles, existe.
Entro no metro, mais conhecido como “trem de carga” onde todo e qualquer “instinto de preservação corporal” se transforma em “INSTINTO ASSASSINO”.
Na saída do vagão o pensamento já modificou para: se esse fdp triscar em mim ou esboçar uma simples tentativa de ultrapassagem mato ele com requintes de crueldade.
Ai vem à catraca e a distribuição de mini sabonetes.... na minha humilde opinião deveriam distribuir 12’s com o slogan – a prefeitura de São Paulo agradece a sua participação e deseja que seus desejos se realizem ....

terça-feira, 21 de maio de 2013

Se você me aturar assim
Sem paciência
Mas com insegurança
Com drama e teimosia
Mas sem romantismo extremo
Com meus amores e minhas mudanças de humor
Com mente confusa e muitas lembranças
Minha sinceridade muitas vezes desnecessária
Quando não falar que te amo, mesmo te amando tanto...
Quem sabe assim, desse jeitinho nem sempre tão agradável
Mas cheia de carinho
Possamos juntar os nossos carinhos e fazer um amor
Desses bem quentinhos.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

FELICIANDO-NOS


A saga da privada on-line

Homem, negro, lutando contra o racismo e sendo machista
Mulher, branca, lutando contra o machismo e sendo homofóbica
Bem vindo ao mundo real, onde a hipocrisia e o egoísmo imperam.
Sim, nós lutamos por nossos direitos, mas continuamos esquecendo os direitos dos outros e infelizmente, sendo assim, continuaremos morrendo na praia.
Nadamos, gritamos contra Feliciano (ele não me representa) e assim que saímos de lá começamos a falar de tudo que acreditamos não nos incluir (assim como ele)
Claro que de forma alguma sou a favor deste boçal, mas, e este eu acredito que seja o grande problema da humanidade, em geral, continuamos tendo um Feliciano dentro de nós.
Continuamos sendo boçais em acreditar que a única realidade e a única luta verdadeira é a nossa.
Achamos muito bonito acreditar no que nos é enfiado goela abaixo por pessoas imperitas e cheias de opinião, munidas de um bom meio de disseminar suas idéias, os tais “formadores de opinião”, pois, precisamos de alguém que nos de uma, visto que, não fomos treinados nem mesmo educados para criar uma nós mesmos.
Ensinamentos passados de pai pra filho e certezas de que: se papai disse então ESTÁ certo.
A luta pela igualdade, e não estou falando de socialismo nem comunismo, já que basta olhar para trás e ver fatos ocorridos, tais como o holodomor e a prostituição em troca de um prato de comida para criar uma opinião sobre isso (a minha). Não devemos ser hipócritas e continuar lutando por um regime político dos quais não queremos participar, existem países vivendo assim, vá e prove. Não vivemos o suficiente pra errar tudo sozinhos, podemos aprender com erros já cometidos.
Igualdade no sentido humano e não político, onde, na minha humilde opinião, só podemos chegar perto disso se de alguma forma conseguirmos olhar para a escuridão dentro de nós e ver que ainda temos muito o que mudar, pois, a mudança vem de dentro.
Clichê né? Pois é...
 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eu gosto de acreditar em gestos,
Eu gosto de olhos que falam,
De toques que por si só se expressam,
E de bocas que em silêncio se confessam.

Eu gosto da ausência presente,
Eu gosto de matar as saudades com as mãos,
De sentir presença com o olfato,

E sentir o gosto com a alma.

quarta-feira, 27 de março de 2013

A distância presente, a saudade constante,

As almas já estavam unidas, antes dos corpos se materializarem.

Meu guardião, que dentro de toda a prolixidade da alma, sempre tentou fazer com que a dor não insistisse por muito tempo, que mostrava que a estrada vinha cheia de novidades e que a felicidade sempre estaria muito mais dentro do que fora, apesar de sofrermos taaaanto com o externo e a crueldade dele e principalmente por sabermos estender muito bem um bom drama.

Que muitas vezes me tirou a sensação da perna manca por saber dizer aquilo que jamais seria esperado, e que salva semanas com uma palavra sem nenhum sentido.

E neste aniversário te desejo....

Flores bonitas muito além da primavera,
Manhãs com muita névoa,
Noites frias muito bem acompanhadas, nem que for de um belo cobertor,
Caminhos livres,
Sombra das árvores,
Passarinhos na janela,
Invisibilidade,
Uma bela tequila,
Dinheiro, porque aprendi que com ele se pode ter plano de saúde,
Saúde, porque não basta pagar,
Pelo menos mais um momento de felicidade plena,
Todos os anos de vida que você escolher ter e que eles sejam muito bem vividos,
E principalmente, fundamentalmente, uma sobrinha que te ame incondicionalmente.

Acho que eu fico, e vê se vem, se eu não puder ir, vou esperar. (to acostumada)

Te amo muito
Seja sempre feliz.
Bjs

segunda-feira, 18 de março de 2013


Gosto de você quando é esquisito....
Quando você faz coisas diferentes....
Eu nunca fui daquelas que gosta do tradicional. Gostava do diferente, gostava do que chamava atenção.
Na juventude isso se resumia a chocar pessoas, então me comportava como uma menininha e procurava pessoas que meu pai ficaria horrorizado.
Depois de um tempo, comecei a procurar pessoas que sempre que eu voltava o olhar EU ficava horrorizada, mas era só o externo, quer dizer, muitas vezes o interno também era horripilante, mas eu gostava, achava emocionante passar na rua e pensar “eu cago para todos vocês, sou contra o sistema e nunca serei politicamente correta”, até que percebi, que cagar de verdade esta dentro e não fora (nada como a maturidade)
Eureca, maldita eureca que fez com que durante muito tempo eu mesma não soubesse quem eu era e nem o que queria. Me divertia (delicia de eureca), mas não me apegava, pois aquilo pra mim já não era o suficiente.
Eu continuava sendo estranha, as pessoas continuavam muitas vezes me achando má e eu não queria que fosse algo apenas externo, não queria apenas parecer estranha como muitos que conheço que foram tiradas do interior, mas esqueceram de tirar o interior delas, que se vestem na moda (Srs e Sras Rock Star) e falam mal de todo mundo para tentar ocultar a face super conservadora e casamenteiros que tem por trás de roupas descoladonas.
Ai, eis que vem ele, com a cara mais coxinha do mundo, que usa paletó, calça justa, camiseta lisa e pomada no cabelo arrepiado e eu me apaixonei pelo moço que fazia mestrado em filosofia e que do tradicional filosofo não tinha nada, que não era nada revolucionário, mas que tinha e entendia o meu humor negro como ninguém. Politicamente incorreto all the time e sorria, como sorria e me fazia sorrir com sua melhor cara para os que nos achariam pessoas más.

E ainda meu pai adoraaaava ele.