quarta-feira, 15 de setembro de 2010



Como eu poderia saber se não estava lá.
Sim tem coisas que só sentimos, mas e se não sentimos?
Como que eu podia adivinhar???

Sim, essas eram as duvidas dele após 6 meses sem vê-la. SEIS MESES.
E neste momento ela se perguntava: Ok, eu acredito e entendo as dúvidas, mas, porque ele não veio perguntar pra mim antes?
Deixou o amor virar ópio por eu também não saber se ele tinha ido embora porque não gostava, porque não sabia se eu não gostava ou porque era um idiota mesmo.
Desistimos de nós, no momento em que não perguntamos um ao outro: PORQUE?

Muitas vezes olhamos para trás e vemos que tantas coisas ficaram sem respostas, sendo que, seria simples e a solução do problema seria terrivelmente ridícula se abríssemos a boca e perguntássemos para o outro: O QUE HÁ?

Sim, orgulho, medo, vergonha.... muitos são os motivos, mas vale a pena?
Vale a pena carregar duvidas durante meses sendo que um segundo resolveria?

Ah, mas ele não vale a pena mesmo... porque perguntaria?
Ah, mas ela é uma idiota que só pensa nela, o que adiantaria perguntar se juntos não vamos mesmo ficar?

A resposta de todas as perguntas é tão simples: ARRISQUE-SE A SER FELIZ a resposta nem sempre sará satisfatória ou aquilo que gostaríamos de escutas, mas, será uma resposta e isso valerá bons momentos de sono, de não angústia e de porquês intermináveis.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

“não me prendo a nada que me defina. sou companhia, mas posso ser solidão. tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. música alta e silêncio. serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. não me limito, não sou cruel comigo! serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. ou toca, ou não toca.”
”meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto. “

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
CAIO F. (MAS PODERIA MUITO SER EU)
"Crescer lendo livro mulherzinha fez com que eu jamais me conformasse com metades. Quero os melhores romances, ou prefiro ficar sozinha. Quero as melhores lembranças, ou prefiro não lembrar. Ou vivo intensamente, ou vou levando essa rotina que não incomoda, não interfere, não fere, mas também não é vida. Vou dispensando tudo o que não julgo suficiente pra me roubar a solidão. Vou excluindo do meu convívio todos que não parecem prontos pra marcar meu dias. E vou me excluindo um pouquinho também, vou me dispensando sem pudores, porque é mais fácil me deixar de lado do que lidar com a minha falta de coerência."
INTERROGAÇÃO - VERÔNICA H.
"Estou ficando morna de tanto não me permitir ir além, de tanto calcular meus passos, me esconder em falsa timidez, evitar sentimentos, evitar relacionamentos, evitar gente só por ser gente e pela possibilidade de alguma coisa dar errado. Posso correr o risco de dar certo?
Estou prestes a mergulhar. Dessa vez, não insistam, vou dispensar o equipamento de segurança."

domingo, 1 de agosto de 2010


O Mundo é Um Moinho
Cartola

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés